A capital francesa é conhecida por seus museus — são cerca de 150 museus em Paris, alguns deles enormes, como o Louvre.
Quem curte arte e história se esbalda por Paris. Eu, pessoalmente, gosto muito.
Ao longo das minhas viagens à França, visitei alguns desses museus, e cada um me marcou de uma maneira diferente.
O Musée d’Orsay, por exemplo, é o meu favorito. O Louvre sempre me impressionou por seu tamanho. O Musée Rodin me faz lembrar da emocionante história de Camille Claudel.
Nas minhas próximas viagens, ainda espero finalmente conhecer o Musée de l’Orangerie, onde estão expostas as famosas Nymphéas, de Claude Monet — um artista que faz parte da minha história desde a infância, graças à minha avó materna, que era pintora impressionista.
Na Chez Nanô, acreditamos que aprender francês também passa por conhecer a cultura francesa. É por isso que nossas viagens à França não ficam apenas no álbum de fotos: elas voltam conosco para a sala de aula, transformando-se em histórias, referências culturais e novas formas de ensinar o idioma.
Se você está planejando uma viagem para Paris — ou simplesmente gosta de arte e cultura francesa —, aqui estão 7 museus em Paris que realmente merecem entrar no seu roteiro.
1. Louvre: o maior museu do mundo

Não dá para fazer um post sobre museus em Paris e não incluir o Louvre. É o mais famoso da capital francesa, e o maior do mundo. Além da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, abriga milhares de obras que percorrem diferentes períodos da história da arte.
Visitei o Louvre apenas uma vez, em 2005. Na época, fiquei impressionada com a dimensão do museu. Ele é tão grande que é impossível ver tudo em uma única visita.
Portanto, meu conselho para o Louvre é: vá com um roteiro definido. Escolha as obras ou as alas que mais despertam seu interesse e aproveite a visita com calma.
Pessoalmente, depois de tantos anos, tenho vontade de voltar justamente para revisitar o Louvre com outro olhar e descobrir obras que, naquela primeira viagem, passaram despercebidas.
2. Orsay: meu museu preferido em Paris

Se eu tivesse que escolher apenas um museu em Paris, seria o Musée d’Orsay.
O edifício já vale a visita por si só. Antes de se tornar museu, ele funcionava como a Gare d’Orsay, uma antiga estação ferroviária construída para a Exposição Universal de 1900. Até hoje, o enorme relógio é um dos símbolos do lugar.
O acervo impressionista é extraordinário, com obras de Monet, Renoir, Degas, Van Gogh e tantos outros artistas.
Mas o que mais me encanta ali não são apenas as pinturas.
Adoro a coleção de esculturas e também os ambientes em estilo Art Nouveau, que tornam o passeio ainda mais especial. É um museu que sempre me inspira e que procuro revisitar sempre que volto a Paris.
3. Centre Pompidou: a arte contemporânea de Paris

O Centre Pompidou chama atenção antes mesmo da entrada. Sua arquitetura, com tubulações coloridas aparentes, rompe completamente com o estilo clássico dos edifícios parisienses.
Quando visitei o museu, em 2010, fiquei surpresa com o tamanho. Eu imaginava um espaço muito menor.
Seu acervo reúne importantes obras de arte moderna e contemporânea de artistas como Picasso, Kandinsky, Matisse e Duchamp.
Importante: o Centre Pompidou encontra-se fechado para uma grande reforma e a previsão é de reabertura apenas em 2030.
4. Orangerie: o reino de Monet

Embora eu ainda não tenha visitado o Musée de l’Orangerie, ele está há muito tempo na minha lista de desejos.
O museu é mundialmente conhecido pelas enormes telas da série Nymphéas, de Claude Monet, expostas exatamente da forma como o artista imaginou.
E eu quero conhecer este museu justamente porque Monet ocupa um lugar muito especial na minha história.
Minha avó materna era pintora impressionista e foi ela quem me apresentou Monet quando eu ainda era criança. Foi ali que nasceu meu encanto pelo impressionismo francês.
Eu já fui para Giverny visitar a casa de Monet. E espero finalmente conhecer esse museu em uma das minhas próximas viagens à França.
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5. Musée Rodin: onde Camille Claudel também merece ser lembrada

O Musée Rodin está instalado em um belo hôtel particulier cercado por jardins repletos de esculturas.
A visita é encantadora e permite conhecer de perto obras famosas, como O Pensador e O Beijo.
Mas, pessoalmente, existe outro motivo pelo qual eu gosto muito deste museu: a história de Camille Claudel.
Camille foi uma escultora extraordinária, colaboradora e amante de Auguste Rodin durante muitos anos.
Apesar de seu enorme talento, era mulher e teve sua carreira muito dificultada pelo brilho de Rodin. Ela passou por muitas dificuldades pessoais e profissionais, e passou os últimos trinta anos de vida internada em um hospital psiquiátrico.
Morreu na obscuridade, e sua obra ganhou notoriedade décadas após sua morte, em 1943.
Sempre achei suas esculturas extremamente delicadas, e algumas me emocionam até mais do que as do próprio Rodin.
Visitar esse museu também é uma oportunidade de conhecer melhor uma artista que durante muito tempo permaneceu à sombra da história da arte.
6. Grévin: muito mais do que um museu de cera

Confesso que ainda não visitei o Musée Grévin, mas ele certamente está na minha lista para uma próxima viagem.
Fundado em 1882, é um dos museus de cera mais antigos do mundo e reúne mais de 200 esculturas de personalidades francesas e internacionais.
Ali é possível encontrar artistas, escritores, cientistas, líderes políticos, atletas e celebridades retratados em cenários bastante realistas.
Diferentemente de um museu de arte tradicional, o Grévin proporciona uma experiência mais interativa e divertida, sendo uma excelente opção para famílias com crianças e adolescentes.
Talvez eu vá conhecê-lo quando for a Paris com minha filha. Tenho certeza de que será uma visita diferente das demais.
7. Musée Carnavalet: para entender a história de Paris

Outro museu que ainda não tive a oportunidade de visitar é o Musée Carnavalet, dedicado inteiramente à história de Paris.
Instalado em dois belíssimos casarões renascentistas no bairro do Marais, o museu acompanha a evolução da cidade desde a Antiguidade até os dias atuais, passando pela Revolução Francesa, pela Belle Époque e por diversos momentos marcantes da história parisiense.
A coleção permanente tem entrada gratuita, tornando o Carnavalet uma excelente opção para quem deseja conhecer melhor a cidade sem gastar muito.
Paris é uma cidade inesgotável. Mesmo depois de tantas visitas, ainda existem muitos lugares que quero conhecer com calma — e o Musée Carnavalet certamente está entre eles.
Cultura dentro da sala de aula
Na Chez Nanô, aprender francês nunca significou apenas decorar regras gramaticais. Acreditamos que a língua faz muito mais sentido quando conhecemos a cultura, a arte e a história da França.
É por isso que nossas viagens ao país fazem parte da própria identidade da escola. Cada museu visitado, cada cidade descoberta e cada experiência vivida acabam chegando às nossas aulas por meio de histórias, fotografias e curiosidades compartilhadas com nossos alunos.
Como esta foto minha, no museu do Quai Branly, perto da torre Eiffel:
E essa é justamente uma das coisas que mais gosto no meu trabalho: ir sempre à França, e voltar com novas experiências para dividir com quem sonha conhecer esse país tão fascinante.
Nossos alunos e professores também já visitaram ou moraram na França, e realizamos uma troca muito rica dentro da nossa escola.
