Expériences Chez Nanô: por que aprender francês aqui vai além da aula

No último sábado, aconteceu algo que habitava a minha cabeça há muito tempo: realizamos o primeiro Rendez-vous avec un Français aqui na Chez Nanô.

Convidei meu vizinho Jérémie, professor no Lycée International de São Paulo, para um bate-papo livre com nossos alunos de nível A2+ (intermediário para cima).

A proposta era simples: criar um encontro real, leve e vivo, em que os alunos pudessem escutar, reagir, se arriscar, rir, travar um pouco, se soltar e, principalmente, experimentar uma real conversação em francês.

Foi um momento muito especial. E, para mim, também teve um gosto especial de concretização. Porque esse encontro não nasceu do nada. Ele faz parte de algo que venho construindo dentro da escola há algum tempo, e que hoje já consigo nomear melhor: as Expériences Chez Nanô.

Quando a aula não é o único lugar de aprendizagem

Excursão da Chez Nanô ao Masp, para ver as obras de Monet

Na Chez Nanô, a aula ao vivo — sempre no formato online — continua sendo o coração do percurso. É ali que o aluno encontra regularidade, acompanhamento, progressão e vínculo com a língua.

Mas, desde que a escola começou a ganhar forma, eu sentia que queria ir além.

Queria criar momentos em que o francês saísse um pouco do enquadramento da aula e pudesse ser vivido de outro jeito: de forma mais espontânea, mais cultural, mais compartilhada, mais encarnada.

Porque aprender uma língua não é só acumular vocabulário ou estudar gramática. E a língua francesa, para mim, nunca foi só isso. Eu nunca consegui dissociar a língua francesa da cultura francesa ou de vivências francesas. Foi por isso que as Expériences surgiram naturalmente na escola.

O que são as Expériences Chez Nanô

Nosso primeiro Rendez-vous avec un Français 🙂

São experiências pensadas para ampliar a relação do aluno com a língua e com a escola. Nem sempre acontecem dentro da aula. Nem sempre têm um objetivo pedagógico clássico. Mas todas carregam algo que, para mim, é essencial: elas ajudam a transformar o aprendizado em vivência.

Hoje, esse universo já começa a ganhar corpo.

O Rendez-vous avec un Français, que quero realizar uma vez por semestre, é uma dessas experiências. Ele oferece aos alunos a chance de entrar em contato com um falante nativo — que não seja professor de francês, para a conversa ficar mais espontânea — em um contexto leve, humano e possível.

Mas o Rendez-vous não está sozinho.

Também já faz parte dessas experiências o nosso Café com Alunas, que acontece uma vez por ano e cria um momento de encontro presencial entre pessoas que, muitas vezes, se conhecem primeiro pela tela.

Nossos cafés também são temáticos. No último deles, por exemplo, fomos a uma pâtisserie que serve o Kouign Amman, un folhado típico da Bretanha. Fizemos aula sobre e fomos degustar no café.

No ano passado, tivemos também uma excursão ao MASP para ver a exposição do Monet, com 32 obras inéditas deste pintor francês que é meu favorito. Fomos com alunas adultas e crianças.

Neste ano, começamos a entregar cadernos impressos para alunos que completam 1 ano ou mais com a Chez Nanô — um gesto simples, mas cheio de sentido, como forma de marcar o tempo, a permanência e a história construída junto com cada aluno.

Nosso caderno personalizado

O que une tudo isso

À primeira vista, essas experiências podem parecer bem diferentes entre si — e são. Mas existe um fio que atravessa todas elas.

Esse fio é a vontade de fazer da Chez Nanô uma escola em que o aluno não apenas estuda francês, mas vive o francês.

Eu acredito muito que a aprendizagem se fortalece quando ela encontra corpo na experiência. Quando o aluno associa o francês a uma conversa real, a um encontro, a uma exposição, a um objeto simbólico, a um momento que foge do automático.

É isso que transforma o aprendizado em algo mais vivo.

Uma escola que quer ser casa

Nosso Café com Alunas de 2025, onde degustamos o kouign amman

Talvez seja por isso que a dimensão das experiências sempre esteve rondando minha cabeça e faça tanto sentido dentro da Chez Nanô.

Desde o começo, eu quis construir uma escola séria, com metodologia e acompanhamento, mas sem perder o núcleo humano. Uma escola pequena, viva, próxima. Uma escola-boutique, se quiser usar esse nome. Mas, acima de tudo, uma escola com alma.

As Expériences Chez Nanô ajudam a dar forma concreta a essa alma.

Elas mostram que, aqui, a língua francesa não aparece só como conteúdo. Ela aparece também como encontro, cultura, troca e lembrança.

O primeiro de muitos

Nosso Café com Alunas de 2024, na padaria francesa Boulange

O primeiro Rendez-vous avec un Français aconteceu no sábado, mas ele já nasceu com vontade de continuidade.

Quero que esse encontro aconteça uma vez por semestre. Quero seguir criando momentos em que os alunos possam viver o francês para além da estrutura habitual da aula. Quero que as Expériences Chez Nanô cresçam junto com a escola.

Porque, no fim das contas, ensinar francês, para mim, nunca foi só ensinar francês.

É também abrir portas para experiências que marcam.

E talvez seja justamente aí que a escola ganhe sua forma mais bonita.

Se você procura uma escola de francês com acompanhamento próximo, metodologia viva e experiências que vão além da aula, venha conhecer a Chez Nanô. Clique aqui para falar com a gente.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.